Parashá 12: Vayechi, B‟reshit/Gênesis 47:28 à 50:26
Este é um comentário sucinto e objetivo das Lições da Torah e dos Profetas(Atos 13:15) ou Parashiôt, com a leitura do Parashá Vayechi, o Livro de Bereshit chega ao fim. Ya‟akov finalmente se reencontrou com seu amado filho que muita falta lhe fez, Ya‟akov vive os últimos 17 anos de sua vida na terra do Egito. A família de Yosef estabelece-se numa terra estranha, as setenta almas 'proverbiais‟ vão residir na região de Goshen, e assim, começa a se desenrolar a história da permanência dos nossos antepassados na terra do Egito. Yosef, respeitado na corte do Faraó, amado no campo, é já reconciliado com seus irmãos, passa a cuidar de todos os seus familiares durante todos os dias de sua vida.
Como Ya‟akov se aproxima da morte, ele convoca seu filho Yosef e reconta a promessa que o Eterno tinha estendido a ele sobre os dois elementos principais: A descendência eleita e a Terra de Yisrael. Estas duas peças vitais da nossa nacionalidade que tinha sido concedida a Avraham e Yitzchak, agora por sua vez, são transmitidos para Yosef e seus dois filhos, Menashe e Efraim. Em uma confirmação do estatuto especial de Yosef e um reconhecimento de sua já profetizada liderança do clã, os dois filhos são formalmente empossado para as fileiras dos filhos de Ya‟akov, daí para a frente, as tribos de Yisrael incluiriam Menashe e Efraim entre o seu número.
Ya‟akov, com sua visão falha, instrui seu filho para trazer Menashe e Efraim perto dele para que ele possa abençoá-los, Yosef se aproxima e coloca Menashe o primogênito à sua esquerda e Efraim, o mais jovem, à sua direita, este posição vai garantir que Menashe esteja ao alcance da mão direita de Yaacov e Efraim sua esquerda, de modo que o primogênito seja o destinatário de uma bênção especial própria para ele, Ya‟akov, no entanto, para grande consternação de Yosef, inverte as mãos para que sua mão direita repouse sobre a cabeça de Efraim, filho mais novo.
Yosef viu que seu pai cruzou os braços para colocar a mão direita sobre Efraim e era impróprio a seus olhos. Ele segurou a mão de Ya‟akov e tentou removê-la da cabeça de Efraim, para colocá-lo em vez disso sobre a cabeça de Menashe. Yosef disse : 'não é assim, meu pai, pois Menashe é o primogênito, coloque a mão direita sobre a sua cabeça.‟ Ya‟akov recusou e disse: "Eu sei meu filho, eu sei que Ele também vai se tornar uma grande multidão e se multiplicará, mas seu irmão menor será maior ainda, e seus descendentes mais numerosos..." Ya‟akov abençoou naquele dia, dizendo: 'pelo seu nome, Yisrael vai abençoar seus filhos dizendo: Adonai pode fazer você como Efraim e como Menashe', e Ya‟akov abençoou Efraim diante de Menashe.
Qual seria o significado deste suposto incidente, e por que é que Ya‟akov insiste em romper com a convenção dos patriarcas, aceita e difundida até aquela data, colocando a mão direita sobre a cabeça do filho mais novo? Ainda mais sendo ele um descendente seu. Essencialmente e em linhas gerais, o ato de Ya‟akov é uma confirmação do fato de que Menashe, o primogênito, seria eclipsado por seu irmão mais novo Efraim. A bênção de Ya‟akov não deve ser interpretada como a causa de uma realidade, mas sim, como uma admissão de sua inevitabilidade.
Efraim será maior e mais numeroso, seria protagonista de um contexto de queda, apostasia e conversão. Efraim iria se afastar do restante de seus irmãos israelitas indo para a diáspora, assimilando-se aos gentios e consequentemente apostatando da Fé Patriarcal. Mas, depois de séculos vivendo como gentios, Efraim faria Teshuvá e retornaria para sua Fé que uma vez foi
dada aos justos, Efraim representa todo aquele que possui o sangue de Abraão correndo nas veias e nem se da conta disso, mas que dentro de seu coração algo lhe faz se aproximar de seu povo, é o Tempo da Restauração, Adonai está chamando o seu povo de volta, muitos estão abandonando o sistema religioso pagão(cristianismo) e retornando para o Eterno, esta é a Teshuvá do Eterno que está ocorrendo hoje em nossos dias e Ya‟akov, movido pela Ruach do Eterno, apenas revela esta verdade por meio de seu ato.
O ato profético de Ya‟akov em promover Efraim, revelando seu futuro de queda e reconciliação, está se cumprindo hoje diante de nossos olhos, por isso, você meu irmão, que saiu do cristianismo, fez Teshuvá e se converteu ao D‟us de Yisrael, tenha plena certeza de que você faz parte dos efraimitas que foram dispersos, mas que no íntimo de seu coração ouviu o chamado do Eterno, não foram vocês que escolheram o Eterno, foi o Eterno quem vos escolheu.
Somente depois de ter proferido as profecias deste capítulo, relativas às tribos de Yisrael, que Ya‟akov expirou. Isto indica que ele estava sendo fortalecido e dirigido por D‟us a fazê-lo, para que ficasse registrado, para a sua glória, as predições relativas ao povo eleito, Yisrael, consoante às tribos que o constituíam. Isto revela que o futuro do povo do Eterno está registrado diante dos Seus olhos e Ele revela quando quer e a quem Ele quer. Algumas partes deste futuro para consolação do seu povo, mas muito mais para que saibam que a vida e o futuro deles se encontram totalmente sob o Seu controle e firmemente seguro em Suas poderosas mãos.
uma curiosidade
Um fenômeno estranho ocorreu no final da Parashá anterior.
Normalmente há um sinal de ruptura no final de cada Parashá que é a letra hebraica pê/fê פ,
mas este sinal não está escrito entre os versículos 27 e 28.
O rabino Samson Hirsch diz que a ausência desta ruptura entre o versículo 27 e o versículo 28 nos ensina que, embora estes dezessete anos fossem de fato parte integrante da vida de Yaakov como indivíduo, nacionalmente eles eram de menor significado. Precisamente os anos conturbados e
deprimentes da sua vida - o tempo de provas quando, no meio de uma existência semelhante à de Yaakov, ele tinha que ganhar o direito de levar o nome "Israel". Os últimos dezessete anos foram apenas a conclusão, anos de felicidade pessoal e recompensa. É por isso que o título deste Parashá é sobre a vida de Yaakov, Na verdade, o título desta Parashá, Vaiechi, vem da primeira palavra hebraica
deste versículo: “E Jacob viveu (Vaiechi) na terra do Egito 17 anos; e foram os dias de Jacob –
os anos de sua vida –, 147 anos.” (Gênesis 47:28).
As Bênçãos proféticas começam com Re‟uven, seu primogênito. Ele teria todos os privilégios de um filho, mas não de um primogênito porque havia profanado o leito de seu pai, deitando-se com Bilah. Por isso ele seria impetuoso em Yisrael como a água, mas não o mais excelente (capi. 49:4). Aquele pecado ficou marcado na profecia para revelar o quanto Adonai detesta a impureza e para que a descendência de Yisrael não seguisse aquele mau exemplo, pois por ele, bênçãos foram perdidas.
Shimeon e Levi são citados em conjunto por causa da violência que haviam praticado contra os siquemitas para se vingarem do que Siquém havia feito com Dinah. Aqui, o Espírito Santo expõe toda a aversão de D‟us pela violência, especialmente quando ela é traiçoeira, como a que eles haviam praticado. E isto é dito com as seguintes palavras:
“No seu conselho não entre minha alma, com o seu agrupamento minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros.” (capi. 49:6).
Há uma precisão histórica do que haveria de se cumprir com eles pois, se afirma que seriam divididos em Ya‟akov, e espalhados em Yisrael, e isto se cumpriu por não terem os levitas recebido herança, e pelo fato da tribo de Simeão ter sido assimilada pela tribo de Judá.
De Yehudah são ditas coisas gloriosas. Como vimos antes o próprio nome Yehudah é um nome profético, pois significa Louvor. Por isso se diz no verso 8 que os seus irmãos o louvariam. Ainda hoje quantos hinos se cantam em louvor ao Leão da tribo de Yehudah. Esta profecia tem também um cumprimento mais dilatado, porque aquele(o Mashiach) diante do qual todos se inclinarão
para sempre, também é descendente de Yehudah segundo a carne do qual “o cetro não se arredará de Yehudah” e que “a ele obedecerão os povos” (capi. 49:10).
Zevulun habitaria junto à costa do mar, teria portos para navios, e a sua fronteira se estenderia até Sidom (capi. 49:13). Somente isto é dito acerca de Zevulumn, que não teria grande importância nos planos redentores de D‟us, tanto ele como outras tribos.
De Yissakhar foi dito que os homens daquela tribo seriam fortes e industriosos, dados ao trabalho de agricultura.
Dan seria governado pelos seus próprios juízes e seria astuto como a serpente nos assuntos de política, e derrubaria a muitos com sua astúcia. Vale dizer que Sansão era da tribo de Dan. Entre a profecia dirigida a Dan e a profecia de Gad, Ya‟akov fez um parêntesis para dizer: “A tua salvação espero, ó Adonai!” (capi. 49:18). Não propriamente a sua própria salvação da qual ele tinha certeza que já a possuía, mas a salvação que seria resultante do propósito redentor do Eterno revelado em Yeshua haMashiach, e cuja vinda ao mundo tinha a ver com aquelas tribos de Yisrael, através das quais D‟us revelaria a Sua vontade até que ele viesse, pois, o próprio Messias declarou que tinha sido enviado apenas às ovelhas perdidas da Casa de Yisrael.(ver Mateus 15:24)
De Gad foi dito que estaria envolvido em conflitos de guerra. E isto se deveria principalmente ao fato de ocupar o território do lado oriental do Jordão juntamente com a metade da tribo de Manashe, e isto o exporia a ataques de nações inimigas, mas é dito que ele responderia aos ataques que receberia (capi, 49:19).
Quanto a Asher foi dito que seria uma tribo muito rica, com abundância de pão (49.20).
De Naftali é dito que é uma gazela solta e que profere palavras formosas (49:21).
De Yosef se diz que ele é um ramo frutífero. Este é o propósito de D‟us para todos os seus filhos, que eles dêem abundância de frutos para a Sua glória. Este fruto deve ser, portanto um fruto que permaneça; que seja produzido em D‟us, por meio de Yeshua que é a videira verdadeira.
A profecia final de Ya‟akov foi dirigida a Benyamin, dizendo que é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa, e à tarde reparte o despojo (49:27). Se Ya‟akov não tivesse de fato falado pelo Espírito do Eterno, mas pelo seu afeto natural, ele jamais teria dito isto sobre Benyamin, que era seu caçula nascido de Rachel, e pelo qual ele tinha uma grande afeição. Mas aqui está sendo falado não propriamente de seu filho, mas da tribo que descenderia dele no futuro. A profecia mostra que seria uma tribo bélica, forte e ousada, e que se enriqueceria com os despojos de seus inimigos.
Depois de ter proferido estas bênçãos proféticas Ya‟akov ainda deu instruções quanto ao seu sepultamento na caverna de Machpela, em Canaã, onde haviam sido sepultados Avraham, Sarah, Yitzchak, Rivika e Leah, e logo em seguida expirou, assim adormeceu o nosso Patriarca Yisrael reunindo-se ao seio de Avraham e está aguardando o retorno do Messias para ressuscitar para a Glória.
O sentido espiritual da Parashá(comentários da Kabalah):
A Parashá Vayechi encerra o livro de Bereshit, o primeiro da Torah Sagrada. A porção começa com a morte de Ya‟akov e termina com a morte de Yosef. Antes de sua morte, Ya‟akov chamou seus filhos e começou a qualificar suas virtudes e seus defeitos. A Torah refere-se a esta passagem como Brachôt “bênçãos” proferidas pelo Patriarca a seus filhos.
Ya‟akov queria que cada um dos seus filhos ficasse consciente das suas condições, para desenvolver ao máximo a seu potencial, evitando tanto quanto possível os seus defeitos. Essa reflexão é essencial para o ser humano realizar seu real potencial para revelar Luz Divina ao mundo.
Também em Vayechi, Ya‟akov elevou seus dois netos, Efraim e Menashe, ao “status de tribos”. Ele conferiu-lhes uma bênção que se tornou padrão, para abençoarmos nossos filhos até os dias de hoje: "Que D‟us te faça como a Efraim e como Menashe”. Efraim e Menashe tornaram-se uma referência, porque conseguiram transcender seu potencial. Eles não eram filhos de Ya‟akov e não estavam destinados a se tornarem uma das tribos. Mesmo sendo criados no “Egito”, no “mundo das limitações”, conseguiram maximizar a capacidade de realizar plenamente seu potencial espiritual, por isso que Efraim e Manashe simbolizam os gentios convertidos ao Eterno, que, mesmo não sendo filhos legítimos de Ya‟akov e tendo vivido no mundo, conseguiram encontrar a Luz Divina do Eterno sendo devidamente enxertados na boa Oliveira e passando a fazer parte do povo eleito, Yisrael.
Vayechi também nos fala a respeito do Perdão e da Benevolência entre nós irmãos de sangue e de Fé retratado no amor que Yosef tinha por seus irmãos: “E viram os irmãos de Yosef, que morreu seu pai, e disseram: Talvez nos odiará Yosef, e nos devolverá todo o mal que lhes fizemos” (Bereshit 50:15)
Yosef perdoou seus irmãos pois, era revestido com a Luz Divina, assim também nós devemos nos perdoar uns aos outros para que a Luz do Eterno reflita em nós e possamos expressar a imagem do Eterno em nossas vidas, e assim, seremos Um com o Eterno da mesma forma como o Messias também o foi. Que Adonai Eterno abençoe a Leitura e o Estudo de sua Palavra.
Hazak, hazak, v‟nit chazek! – Força, força, e sejamos fortalecidos!
Experiências de nosso povo !!!!!
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.Anúncios:
agradecimentos : Ao Moré Tomé por ter voltado as bases de resistência de nossos grupos de whats zap , ao Chaveh Raul de Natal pelo comentário da parasha , Ao Rosh Jair de Belém , pelo cuidado em nossas vidas e ta sempre vendo o Blog , Rav Marlom Trocolli pelas madrugadas de estudo , Rabino Yossef Chaim da Brit Olam (Mauricio Ulisses ) por sempre esta ajudando a todos de nossa comunidade e de varias formas , ao Rosh Almada ( Mosheh Ben Derek ) e ao seu filho na fé, Antonio e ao Achi Berg , Carlos Gutemberg, que estão começando um projeto com crianças na comunidade restaurando muros que estão em theshuvah o começo do trabalho em Pedro velho liderado
pedidos de oração (tefilah ):
por minha familia , a debora da chaverah Eliana , por nossas comunidades , pela vinda do Rav Marlon Trocolli ao Rio Grande do Norte, O começo do trabalho em Pedro velho liderado Pelo Moré Rosebio e Shmash Ronald



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