O CULTO AO DEUS SOL NO EGITO ATE ROMA
O Culto ao deus Sol e a origem do Domingo
por : Rav :Marlon Trocolli ,Shaliach: Shaul ben Derek , Rosh: Jair Lima
Introdução:
Bíblia King James Atualizada
Tudo isso para que, ao levantardes vossos olhos em direção ao céu e observardes o sol, a lua, as estrelas e todos os demais corpos celestes, não vos deixeis seduzir por esses astros para adorá-los e a eles servir! Porquanto, são apenas coisas que YHVH, vosso D'us, distribuiu entre todos os povos que vivem debaixo do céu. Deut: (Devarim) 4:19
Era o culto do sol conhecido e praticado no egito
primariamente e depois introduzido na antiga Roma no primeiro século e.c., Gaton H.
Halsberghe, em sua recente monografia The Cult Of Sol Invictus (parte da série
sobre Religiões Orientais no Império Romano, editada pela atual autoridade no
assunto, M. J. Vermaseren), apresenta persuasivos textos e argumentos indicando
que o culto do sol era “um dos mais velhos componentes da religião romana
oriundo dos povos dominados, mais precisamente do antigo Egito”.
A religião desempenhou um papel fundamental na história da
civilização egípcia antiga, havendo interferido em todas as áreas da sociedade.
Nesse sentido, a adoração aos deuses nos quais os egípcios acreditavam fazia-se
essencial, de forma a manter seus pedidos e agradecimentos pelo que as
divindades haviam feito pelos homens.
Uma das divindades mais importantes e mais lembradas do
panteão egípcio é o deus Rá, também chamado de Rá-Harakhti. Considerado o
deus-Sol, Rá era representado por corpo de homem, cabeça de falcão e um disco
solar sobre a cabeça. Além disso, Rá era associado à realeza.
Seu principal centro de culto era a cidade de Iunu,
localizada ao norte do Egito e chamada pelos gregos de Heliópolis. Segundo a
crença egípcia, essa foi a cidade onde Rá viveu e de onde governou o Egito antes
do surgimento das dinastias históricas. Por esse motivo, os faraós eram
considerados seus descendentes.
Por conta do desenvolvimento agrícola ocorrido no território
egípcio, os moradores locais deram ao Sol e, consequentemente, ao deus Rá, a
supremacia, uma vez que passaram a reconhecer a luz solar como elemento
fundamental para a produção de alimentos.
Durante toda a história da civilização egípcia antiga
existiram vários mitos que explicavam como havia ocorrido a criação do mundo e
de tudo o que nele existe. Nesse sentido, um dos mitos mais conhecidos é o da
cidade de Heliópolis.
No mito de Heliópolis, Rá era visto como a divindade
criadora que havia surgido das águas caóticas sobre um monte de terra e teria
originado um casal de deuses, Shu e Tefnut que, por sua vez, deram origem à Geb
e Nut, deuses da terra e do céu, respectivamente. Estes dois deuses teriam
criado outras quatro divindades: Osíris, Ísis, Néftis e Seth. As nove
divindades acima citadas formavam a enéade de Heliópolis.
Para os egípcios, deus Rá nascia a cada manhã, cruzava o céu
na barca solar, durante a noite viajava pelo mundo subterrâneo e lutava contra
a serpente Apófis, personificação do mal, e a vencia todas as noites, de forma
a permitir que outro dia surgisse. Além disso, os egípcios acreditavam que o
deus-Sol possuía várias formas ao longo do dia: ao amanhecer era Kepri, uma
divindade relacionada ao escaravelho, ao meio-dia era Rá propriamente dito e ao
entardecer era Atum, um deus com forma humana que portava a coroa do Alto e
Baixo Egito sobre sua cabeça.
O ciclo solar assumiu grande importância na história da
civilização egípcia antiga por haver originado diversas concepções mitológicas,
como a da “destruição da humanidade” e a de “Ísis e Rá”, que têm como fato
principal o envelhecimento do sol.
De acordo com o mito da destruição da humanidade, Rá teria
enviado à terra uma deusa vingativa chamada Sekhmet, representada como uma
mulher com cabeça de leoa, para que punisse a humanidade por conta das atitudes
negativas dos homens. No entanto, a raiva de Sekhmet teria tornado-se
incontrolável, o que fez com que a deusa matasse pessoas inocentes. Para evitar
que toda a humanidade fosse destruída por Sekhmet, Rá tingiu de vermelho vários
barris de cerveja e deixou em locais onde a deusa poderia encontrá-los. Assim,
ao acordar com sede e tomar o líquido pensando ser sangue humano, Sekhmet teria
ficado embriagada, esquecendo-se de sua grande raiva e, dessa forma, deus Rá
teria livrado a humanidade da destruição.
Ao longo de toda a história da civilização egípcia, deus Rá
fora relacionado a outros deuses, sobretudo a partir da V Dinastia. Entre os
deuses aos quais o deus-Sol fora associado destacam-se Kepri, Atum, Amon e
Hórus. Uma das associações mais conhecidas é a de Amon-Rá, quando os faraós do
Novo Império o relacionaram com a principal divindade da cidade que havia se
tornado a capital do Egito durante esse período.
O Culto ao deus Sol e a origem do Domingo cristão
Segundo suas conclusões bem fundamentadas, o culto do sol na
Roma antiga experimentou duas fases. Até o final do primeiro século e.c., os
romanos praticavam o que ele chama de um culto de sol “autóctone” (isto é,
nativa ou indígena)”, porém, “começando no segundo século e.c.., o culto do sol
oriental começou a influenciar Roma e o resto do império”. Uma amostra das
evidências será suficiente para tornar-nos cientes de sua existência e
importância.
Um calendário da época de Augusto (o Fasti de Philocalus,
datado de antes de 27 e.c.) ao lado da data de 9 de agosto diz: “soli indigiti
in colle Quirinali–ao sol, nativo na colina Quirinal”.
A opinião dos estudiosos difere na interpretação da frase
“sol nativo”–Sol indiges” que aparece em alguns textos romanos antigos, visto
que os romanos bem poderiam ter designado o sol como seu deus nacional, embora
fosse, na verdade, uma divindade importada do Egito e de Babilônis. Entretanto,
mesmo aceitando que Sol indiges não era realmente nativo para os romanos,
permanece o fato de que era considerado como um deus romano.
Após a conquista do Egito (31 e.c.) Augusto enviou dois
obeliscos a Roma e “dedicou-os ao sol–Soli donum dedit”10 no Circus Maximus e
no Campo de Marte para agradecer ao mesmo deus pela vitória. Tertuliano relata
que em seu tempo (cerca de 150-230 e.c.), “o enorme obelisco” no circo ainda
estava “ instalado em público para o sol”, e que o circo “era principalmente
consagrado ao sol”.

Vários altares do primeiro século e.c., foram encontrados
dedicados ao “sol e à lua–Solis et lunae”. Nero (54-68 e.c.) atribuiu ao sol o
mérito pela descoberta da conspiração contra ele e erigiu o famoso “Colossus
Neronis no mais alto ponto da velia, representando o sol, com destaques de Nero
e com sete longos raios em volta de sua cabeça”. Adriano (117-138 e.c.) que identificou-se
com o sol em suas moedas, segundo Elius Spartianos (300 e.c.) “dedicado ao sol”
o Colossus Neronis depois de remover os destaques de Nero, Tácito (55-120 e.c.)
também relata que a terceira legião de Vespasiano (69-79 e.c.)” segundo o
costure sírio, cumprimentou o sol nascente”.
Halsberghe assegura que desde o início do segundo século, o
culto oriental do “Sol invictus–sol invencível penetrou em Roma em dois modos
diferentes: privativamente, através do culto do Sol invictus Mitra e
publicamente através do Sol invictus Alagabal. Conquanto discordemos do autor
sobre a data da difusão do mitraísmo, pois há significativos indícios de que
havia alcançado Roma já no primeiro século e.c., a diferenciação entre os dois
cultos é persuasivamente demonstrada. O mitraísmo primordialmente era um culto
privado, embora contasse entre seus adeptos magistrados e imperadores. O Sol
Invictus Alagabal, por outro lado, era um culto popular com grandiosos templos,
e durante o governo do jovem imperador
Alagabalus (218-222 e.c) tornou-se o culto oficial de todo o
império.
Estas formas diversificadas de culto do sol resultando da
penetração dos cultos do sol orientais evidenciam a conclusão de Halsberghe de
que “desde a primeira parte do segundo século e.c, o culto do Sol Invictus era
dominante em Roma e em outras partes do Império. A identificação e culto do
imperador como o deus-sol, encorajados pela teologia oriental do “Rei Sol,” e
pelas considerações políticas, indubitavelmente contribuíram para a difusão de
um culto do sol público.
Por ser Roma uma cidade cosmopolita e sede de um vasto
império, afluíram a ela povos de diversas culturas, que incluíam na bagagem
cultural inúmeras crenças, as quais eram recebidas e reconhecidas pelos
romanos. Entre elas, teria-se associado às crenças dos latinos, sabinos e
etruscos a reverência ao primeiro dia da semana.
Em outras línguas e países, ainda permanecem expressões
oriundas de cultos pagãos e deuses mitológicos antigos, como aqueles oriundos
dos babilônicos, com base no fato do 1º dia a semana ser dedicado ao deus
Shamash, o Sol (o senhor do culto solar) segundo as crenças daquele povo, bem
como dos assírios e egípcias, que reverenciavam como deus maior o sol, o deus
Ráh, conforme foi também comentado por Gerald Messadié, em História Geral do
Antisemitismo. Sem contar os tantos outros povos adoradores do Sol, como as
civilizações anteriores a Cristóvão Colombo das Américas.
Do paganismo ao cristianismo:
O Imperador Constantino provocou uma divergência de opinião
sobre a questão se deve ser o sábado ou o dia de Mitra, o dia observado como
dia de descanso. A divergência não se aplica aos judeus, para quem o dia de
descanso (Shabat) é incontestavelmente no sábado, nem para os muçulmanos cujo
dia sagrado (jumu'ah) é em uma sexta-feira. A divergência entre a tradicional
observância religiosa judaica do Shabat e ao respeito ao primeiro dia da semana
aparece com o concilio de Niceia (ano 325e.c.) pelo Imperador Constantino que
impõe o dia do sol invictus sobre o sábado, de modo a introduzir o povo pagão
dentro dessa nova religião - o cristianismo e assim unificar todo o povo do seu
império.
Em 325e.c. as orientações decididas no Primeiro Concílio de
Nicéia, estabelecem universalmente o primeiro dia da semana como dia sagrado a
todos os cristãos, o nome do primeiro dia da semana foi modificado de dies
solis para Dies Domenica ou simplesmente Domingo. Decisão mantida pela maioria
das denominações cristãs até hoje.
Sob a influência cultural paganizadora do Império Romano, o
cristianismo acabou absorvendo vários elementos de origem pagã,
dentre os quais se destaca a crença em uma tríade ou trindade de três deuses, o
culto ao Sol de origem persa
(mitraísmo). Os mitraístas romanos veneravam o Sol Invictus
cada domingo e celebravam anualmente o seu nascimento no dia de 25 de dezembro. Tentando
harmonizar alegoricamente o Sol Invictus com o “sol da justiça” descrito em
Malaquias4:2; Jo8:12, muitos cristãos começaram a adorar a Cristo no
domingo como “dia do Sol” (Sunday em inglês e Sonntag em alemão), com o duplo propósito de se
distanciarem do judaísmo Nazareno e rabínico sempre perseguido pelos romanos e
de se tornarem mais aceitos dentro do próprio Império Romano.
Mas o que parecia inicialmente apenas um sincretismo
religioso começou a assumir um caráter institucional. A 7 de março de 321 e.c.,
o imperador Constantino, um devoto adorador de Mitra, decretou o seguinte:
“...que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e
todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol......”. - in:
Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2.
Esse decreto foi seguido por várias medidas eclesiásticas
para legalizar a observância do domingo como dia de guarda para os cristãos. O próprio Catecismo Romano, 2.ª ed. (Petrópolis, RJ:
Vozes, 1962), pág. 376, reconhece a atuação da Igreja Católica nesse processo,
ao declarar: “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado.”
Por mais atraentes e populares que sejam algumas teorias
sobre a origem da observância do domingo, não podemos impor ao texto bíblico
interpretações artificiais e desenvolvimentos históricos que só ocorreram após
o período bíblico. Para sermos honestos com a Palavra de Deus, precisamos
permitir que ela mesma nos diga qual o verdadeiro dia de guarda do cristão (ver
Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:5 e 6; Gálatas 1:8; Apocalipse 22:18 e 19).
Logo após o decreto de Constantino a igreja romana
institucionalizou o dia do sol invictus como sendo o novo dia de descanso para
os cristãos chamando-o de Dies Domenica(domingo), porém, como muitas
Congregações primitivas não deram a mínima para esta nova doutrina, mas
continuaram a celebrar seus cultos no Sábado como sempre ocorreu desde o
período dos Atos dos Apóstolos, ver Atos 16:13 e Lucas23:54a56, a igreja romana
irada por não ter sido atendida em sua determinação, elaborou uma ordem que
seguia com uma ameaça a quem desobedecesse suas leis, no Concílio de Niceia, no
cânon 29, Roma determina a sua ordem pela força:
"Os cristãos não devem judaizar descansando no sábado, mas sim trabalhar
neste dia; antes devem honrar o dia do Senhor(domingo) e descansar, se for
possível, como cristãos. Se, entretanto, forem encontrados judaizando
celebrando o sábado, sejam excomungados por Cristo." - Hefele, History of
the Councils of the Church, vol. II, livro 6, sec. 93, pág. 318.
E assim começou uma cruel perseguição a todas as Igrejas
primitivas que ainda se mantinham fiéis aos ensinamentos dos Apóstolos e a
Pavara de D’us, ou estes crentes aderiam aos caprichos de Roma ou teriam suas
igrejas destruídas e assim Roma começou a se impor com mão de ferro e seguindo
por este caminho acabou criando uma instituição das mais tristes, violentas
e vergonhosa para a história da
humanidade, mais tarde Roma cria o tribunal da santa inquisição para assassinar
a todos que não concordasse com sua religião cristã.
Conclusão:
Àquele que fez os grandes luminares:
O seu amor dura para sempre! O sol para governar o dia,
O seu amor dura para sempre!
Salmos 136:7-8
Estamos em plena era da Restauração, onde as pessoas estão
se despertando para as verdades bíblicas que foram escondidas por séculos de
enganação, muitos espontaneamente estão buscando o D'us Eterno de Yisrael, pois
descobriram que foram enganadas e sempre estiveram a praticar uma religião
sincrética e cheia de paganismo, porém, qualquer alma que deseje sair da
Babilônia, antes de tudo deve tirar a Babilônia de dentro de si, ninguém deve
vir para a Restauração trazendo bagagens de Roma, não dará certo.
Restauração é entrega total ao Eterno e deixar que Ele seja
o guia em nossa vida, buscaremos andar nas veredas antigas esquecendo das
coisas que para trás ficaram, sair da Babilônia requer um longo processo de
descontaminação doutrinária, para reaprender a servir e adorar ao Eterno
conforme as Escrituras.
Rav: Marlon Troccolli , Shaliach Shaul ben Derek (Inácio Medeiros ), Rosh Jair Lima
fontes : pesquisas na net , museu Tutankhamo , biblias Judaica completa , kjames , corrigida fiel
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