domingo, 5 de janeiro de 2020

O CULTO AO DEUS SOL NO EGITO ATE ROMA


O CULTO AO DEUS SOL NO EGITO ATE ROMA

O Culto ao deus Sol e a origem do Domingo 

por : Rav :Marlon Trocolli ,Shaliach: Shaul ben Derek , Rosh: Jair Lima 







Introdução:
Bíblia King James Atualizada
Tudo isso para que, ao levantardes vossos olhos em direção ao céu e observardes o sol, a lua, as estrelas e todos os demais corpos celestes, não vos deixeis seduzir por esses astros para adorá-los e a eles servir! Porquanto, são apenas coisas que YHVH, vosso D'us, distribuiu entre todos os povos que vivem debaixo do céu.  Deut: (Devarim) 4:19

Era o culto do sol conhecido e praticado no egito primariamente e depois introduzido na  antiga Roma no primeiro século e.c., Gaton H. Halsberghe, em sua recente monografia The Cult Of Sol Invictus (parte da série sobre Religiões Orientais no Império Romano, editada pela atual autoridade no assunto, M. J. Vermaseren), apresenta persuasivos textos e argumentos indicando que o culto do sol era “um dos mais velhos componentes da religião romana oriundo dos povos dominados, mais precisamente do antigo Egito”.
A religião desempenhou um papel fundamental na história da civilização egípcia antiga, havendo interferido em todas as áreas da sociedade. Nesse sentido, a adoração aos deuses nos quais os egípcios acreditavam fazia-se essencial, de forma a manter seus pedidos e agradecimentos pelo que as divindades haviam feito pelos homens.
Uma das divindades mais importantes e mais lembradas do panteão egípcio é o deus Rá, também chamado de Rá-Harakhti. Considerado o deus-Sol, Rá era representado por corpo de homem, cabeça de falcão e um disco solar sobre a cabeça. Além disso, Rá era associado à realeza.
Seu principal centro de culto era a cidade de Iunu, localizada ao norte do Egito e chamada pelos gregos de Heliópolis. Segundo a crença egípcia, essa foi a cidade onde Rá viveu e de onde governou o Egito antes do surgimento das dinastias históricas. Por esse motivo, os faraós eram considerados seus descendentes.



Por conta do desenvolvimento agrícola ocorrido no território egípcio, os moradores locais deram ao Sol e, consequentemente, ao deus Rá, a supremacia, uma vez que passaram a reconhecer a luz solar como elemento fundamental para a produção de alimentos.
Durante toda a história da civilização egípcia antiga existiram vários mitos que explicavam como havia ocorrido a criação do mundo e de tudo o que nele existe. Nesse sentido, um dos mitos mais conhecidos é o da cidade de Heliópolis.
No mito de Heliópolis, Rá era visto como a divindade criadora que havia surgido das águas caóticas sobre um monte de terra e teria originado um casal de deuses, Shu e Tefnut que, por sua vez, deram origem à Geb e Nut, deuses da terra e do céu, respectivamente. Estes dois deuses teriam criado outras quatro divindades: Osíris, Ísis, Néftis e Seth. As nove divindades acima citadas formavam a enéade de Heliópolis.
Para os egípcios, deus Rá nascia a cada manhã, cruzava o céu na barca solar, durante a noite viajava pelo mundo subterrâneo e lutava contra a serpente Apófis, personificação do mal, e a vencia todas as noites, de forma a permitir que outro dia surgisse. Além disso, os egípcios acreditavam que o deus-Sol possuía várias formas ao longo do dia: ao amanhecer era Kepri, uma divindade relacionada ao escaravelho, ao meio-dia era Rá propriamente dito e ao entardecer era Atum, um deus com forma humana que portava a coroa do Alto e Baixo Egito sobre sua cabeça.
O ciclo solar assumiu grande importância na história da civilização egípcia antiga por haver originado diversas concepções mitológicas, como a da “destruição da humanidade” e a de “Ísis e Rá”, que têm como fato principal o envelhecimento do sol.
De acordo com o mito da destruição da humanidade, Rá teria enviado à terra uma deusa vingativa chamada Sekhmet, representada como uma mulher com cabeça de leoa, para que punisse a humanidade por conta das atitudes negativas dos homens. No entanto, a raiva de Sekhmet teria tornado-se incontrolável, o que fez com que a deusa matasse pessoas inocentes. Para evitar que toda a humanidade fosse destruída por Sekhmet, Rá tingiu de vermelho vários barris de cerveja e deixou em locais onde a deusa poderia encontrá-los. Assim, ao acordar com sede e tomar o líquido pensando ser sangue humano, Sekhmet teria ficado embriagada, esquecendo-se de sua grande raiva e, dessa forma, deus Rá teria livrado a humanidade da destruição.
Ao longo de toda a história da civilização egípcia, deus Rá fora relacionado a outros deuses, sobretudo a partir da V Dinastia. Entre os deuses aos quais o deus-Sol fora associado destacam-se Kepri, Atum, Amon e Hórus. Uma das associações mais conhecidas é a de Amon-Rá, quando os faraós do Novo Império o relacionaram com a principal divindade da cidade que havia se tornado a capital do Egito durante esse período.

O Culto ao deus Sol e a origem do Domingo cristão




Segundo suas conclusões bem fundamentadas, o culto do sol na Roma antiga experimentou duas fases. Até o final do primeiro século e.c., os romanos praticavam o que ele chama de um culto de sol “autóctone” (isto é, nativa ou indígena)”, porém, “começando no segundo século e.c.., o culto do sol oriental começou a influenciar Roma e o resto do império”. Uma amostra das evidências será suficiente para tornar-nos cientes de sua existência e importância.
Um calendário da época de Augusto (o Fasti de Philocalus, datado de antes de 27 e.c.) ao lado da data de 9 de agosto diz: “soli indigiti in colle Quirinali–ao sol, nativo na colina Quirinal”.

A opinião dos estudiosos difere na interpretação da frase “sol nativo”–Sol indiges” que aparece em alguns textos romanos antigos, visto que os romanos bem poderiam ter designado o sol como seu deus nacional, embora fosse, na verdade, uma divindade importada do Egito e de Babilônis. Entretanto, mesmo aceitando que Sol indiges não era realmente nativo para os romanos, permanece o fato de que era considerado como um deus romano.

Após a conquista do Egito (31 e.c.) Augusto enviou dois obeliscos a Roma e “dedicou-os ao sol–Soli donum dedit”10 no Circus Maximus e no Campo de Marte para agradecer ao mesmo deus pela vitória. Tertuliano relata que em seu tempo (cerca de 150-230 e.c.), “o enorme obelisco” no circo ainda estava “ instalado em público para o sol”, e que o circo “era principalmente consagrado ao sol”.




Vários altares do primeiro século e.c., foram encontrados dedicados ao “sol e à lua–Solis et lunae”. Nero (54-68 e.c.) atribuiu ao sol o mérito pela descoberta da conspiração contra ele e erigiu o famoso “Colossus Neronis no mais alto ponto da velia, representando o sol, com destaques de Nero e com sete longos raios em volta de sua cabeça”. Adriano (117-138 e.c.) que identificou-se com o sol em suas moedas, segundo Elius Spartianos (300 e.c.) “dedicado ao sol” o Colossus Neronis depois de remover os destaques de Nero, Tácito (55-120 e.c.) também relata que a terceira legião de Vespasiano (69-79 e.c.)” segundo o costure sírio, cumprimentou o sol nascente”.

Halsberghe assegura que desde o início do segundo século, o culto oriental do “Sol invictus–sol invencível penetrou em Roma em dois modos diferentes: privativamente, através do culto do Sol invictus Mitra e publicamente através do Sol invictus Alagabal. Conquanto discordemos do autor sobre a data da difusão do mitraísmo, pois há significativos indícios de que havia alcançado Roma já no primeiro século e.c., a diferenciação entre os dois cultos é persuasivamente demonstrada. O mitraísmo primordialmente era um culto privado, embora contasse entre seus adeptos magistrados e imperadores. O Sol Invictus Alagabal, por outro lado, era um culto popular com grandiosos templos, e durante o governo do jovem imperador

Alagabalus (218-222 e.c) tornou-se o culto oficial de todo o império.
Estas formas diversificadas de culto do sol resultando da penetração dos cultos do sol orientais evidenciam a conclusão de Halsberghe de que “desde a primeira parte do segundo século e.c, o culto do Sol Invictus era dominante em Roma e em outras partes do Império. A identificação e culto do imperador como o deus-sol, encorajados pela teologia oriental do “Rei Sol,” e pelas considerações políticas, indubitavelmente contribuíram para a difusão de um culto do sol público.

Por ser Roma uma cidade cosmopolita e sede de um vasto império, afluíram a ela povos de diversas culturas, que incluíam na bagagem cultural inúmeras crenças, as quais eram recebidas e reconhecidas pelos romanos. Entre elas, teria-se associado às crenças dos latinos, sabinos e etruscos a reverência ao primeiro dia da semana.


Em outras línguas e países, ainda permanecem expressões oriundas de cultos pagãos e deuses mitológicos antigos, como aqueles oriundos dos babilônicos, com base no fato do 1º dia a semana ser dedicado ao deus Shamash, o Sol (o senhor do culto solar) segundo as crenças daquele povo, bem como dos assírios e egípcias, que reverenciavam como deus maior o sol, o deus Ráh, conforme foi também comentado por Gerald Messadié, em História Geral do Antisemitismo. Sem contar os tantos outros povos adoradores do Sol, como as civilizações anteriores a Cristóvão Colombo das Américas.


Do paganismo ao cristianismo:

O Imperador Constantino provocou uma divergência de opinião sobre a questão se deve ser o sábado ou o dia de Mitra, o dia observado como dia de descanso. A divergência não se aplica aos judeus, para quem o dia de descanso (Shabat) é incontestavelmente no sábado, nem para os muçulmanos cujo dia sagrado (jumu'ah) é em uma sexta-feira. A divergência entre a tradicional observância religiosa judaica do Shabat e ao respeito ao primeiro dia da semana aparece com o concilio de Niceia (ano 325e.c.) pelo Imperador Constantino que impõe o dia do sol invictus sobre o sábado, de modo a introduzir o povo pagão dentro dessa nova religião - o cristianismo e assim unificar todo o povo do seu império.

Em 325e.c. as orientações decididas no Primeiro Concílio de Nicéia, estabelecem universalmente o primeiro dia da semana como dia sagrado a todos os cristãos, o nome do primeiro dia da semana foi modificado de dies solis para Dies Domenica ou simplesmente Domingo. Decisão mantida pela maioria das denominações cristãs até hoje.

Sob a influência cultural paganizadora do Império Romano, o cristianismo  acabou  absorvendo vários elementos de origem pagã, dentre os quais se destaca a crença em uma tríade ou trindade de três deuses, o culto ao Sol de origem persa  (mitraísmo). Os mitraístas romanos veneravam o  Sol Invictus  cada domingo e celebravam anualmente o seu  nascimento no dia de 25 de dezembro. Tentando harmonizar alegoricamente o Sol Invictus com o “sol da justiça”  descrito em  Malaquias4:2; Jo8:12, muitos cristãos começaram a adorar a Cristo no domingo como “dia do Sol”  (Sunday  em inglês e Sonntag  em alemão), com o duplo propósito de se distanciarem do judaísmo Nazareno e rabínico sempre perseguido pelos romanos e de se tornarem mais aceitos dentro do próprio Império Romano.

Mas o que parecia inicialmente apenas um sincretismo religioso começou a assumir um caráter institucional. A 7 de março de 321 e.c., o imperador Constantino, um devoto adorador de Mitra, decretou o seguinte:

“...que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol......”. - in: Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2.

Esse decreto foi seguido por várias medidas eclesiásticas para legalizar a observância do domingo como dia de guarda  para os cristãos. O próprio  Catecismo Romano, 2.ª ed. (Petrópolis, RJ: Vozes, 1962), pág. 376, reconhece a atuação da Igreja Católica nesse processo, ao declarar: “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para  o domingo a solene celebração do sábado.”

Por mais atraentes e populares que sejam algumas teorias sobre a origem da observância do domingo, não podemos impor ao texto bíblico interpretações artificiais e desenvolvimentos históricos que só ocorreram após o período bíblico. Para sermos honestos com a Palavra de Deus, precisamos permitir que ela mesma nos diga qual o verdadeiro dia de guarda do cristão (ver Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:5 e 6; Gálatas 1:8; Apocalipse 22:18 e 19).

Logo após o decreto de Constantino a igreja romana institucionalizou o dia do sol invictus como sendo o novo dia de descanso para os cristãos chamando-o de Dies Domenica(domingo), porém, como muitas Congregações primitivas não deram a mínima para esta nova doutrina, mas continuaram a celebrar seus cultos no Sábado como sempre ocorreu desde o período dos Atos dos Apóstolos, ver Atos 16:13 e Lucas23:54a56, a igreja romana irada por não ter sido atendida em sua determinação, elaborou uma ordem que seguia com uma ameaça a quem desobedecesse suas leis, no Concílio de Niceia, no cânon 29, Roma determina a sua ordem pela força:

"Os cristãos não devem judaizar  descansando no sábado, mas sim trabalhar neste dia; antes devem honrar o dia do Senhor(domingo) e descansar, se for possível, como cristãos. Se, entretanto, forem encontrados judaizando celebrando o sábado, sejam excomungados por Cristo." - Hefele, History of the Councils of the Church, vol. II, livro 6, sec. 93, pág. 318.

E assim começou uma cruel perseguição a todas as Igrejas primitivas que ainda se mantinham fiéis aos ensinamentos dos Apóstolos e a Pavara de D’us, ou estes crentes aderiam aos caprichos de Roma ou teriam suas igrejas destruídas e assim Roma começou a se impor com mão de ferro e seguindo por este caminho acabou criando uma instituição das mais tristes, violentas e  vergonhosa para a história da humanidade, mais tarde Roma cria o tribunal da santa inquisição para assassinar a todos que não concordasse com sua religião cristã.

Conclusão:


Àquele que fez os grandes luminares:
O seu amor dura para sempre! O sol para governar o dia,
O seu amor dura para sempre!
Salmos 136:7-8

Estamos em plena era da Restauração, onde as pessoas estão se despertando para as verdades bíblicas que foram escondidas por séculos de enganação, muitos espontaneamente estão buscando o D'us Eterno de Yisrael, pois descobriram que foram enganadas e sempre estiveram a praticar uma religião sincrética e cheia de paganismo, porém, qualquer alma que deseje sair da Babilônia, antes de tudo deve tirar a Babilônia de dentro de si, ninguém deve vir para a Restauração trazendo bagagens de Roma, não dará certo.

Restauração é entrega total ao Eterno e deixar que Ele seja o guia em nossa vida, buscaremos andar nas veredas antigas esquecendo das coisas que para trás ficaram, sair da Babilônia requer um longo processo de descontaminação doutrinária, para reaprender a servir e adorar ao Eterno conforme as Escrituras.

Rav: Marlon Troccolli  , Shaliach Shaul ben Derek (Inácio Medeiros ), Rosh Jair Lima 

fontes : pesquisas na net , museu Tutankhamo , biblias  Judaica completa , kjames , corrigida fiel 


0 Comments:

Postar um comentário